terça-feira, 12 de abril de 2011

O tempo voa

Quem falou que o tempo voa realmente tem razão. As vezes parece que não vai passar, parece o sentimento dura pra sempre ou que as coisas nunca vão mudar, “mas o pra sempre, sempre acaba”. Não que acabe o sentimento, não é que acabe a paixão é o sempre, aquela eternidade que nos angustia, essa sim tem fim. Esse estado de que nada vai mudar, passa e se a gente olhar pra trás vai ficar deslumbrado com o que fazemos na nossa vida.

abraco em dublin O tempo passa, as coisas mudam. Mudamos de emprego, de cidade, de país. Talvez o que não mude, sejam aqueles sentimentos verdadeiros por pessoas que amamos, pais, amigos, amores. Acredito que esse nos guardamos no coração, as vezes as sete chaves, só para lembrar que temos alguém e outras vezes a gente abre a boca pro mundo inteiro ouvir.

Faz um mês que estou na Irlanda, sai do emprego, mudei de cidade, mudei de país. Em pouco tempo, estarei em um novo emprego. A decissão veio de muita reflexão, pensando um pouco aqui outro ali e aconteceu, não por acaso, foi um pouquinho a cada dia. E como tem sido esse mês? Preciso de mais de um post para falar disso, pois são encontros e reencontros comigo mesmo. Revendo coisas que há muito não fazia como usar um moleton ou jogar futebol de calça jeans. Visitar um museu como um explorador que quer descobrir tudo e se deslumbra com uma pedra diferente das outras.

Dublin para mim tem sido um momento de reflexão, descoberta e acima de tudo reencontro. A estadia aqui tem sido reconfortante. E talvez, isso so seja possível porque encontro aqui uma parte importante dos amigos e pessoas queridas que deixei no Brasil. Tive a sorte de vir e ter uma amiga aqui, que ouve quando preciso falar, que abraça quando preciso de um abraço, que me faz me mexer e agir quando estou muito parado. Todo mundo precisa de uma sacudida de vez em quando. Uma pessoa que batalha e não desiste. Quando penso nela, sempre vem a imagem de um sorriso lindo que encanta o ambiente e uns braços abertos, para abraçar os amigos, a família, o mundo. Nesses dias que dividimos o mesmo teto, tenho reencontrado um sentimento diariamente que há alguns meses atrás estava dificil, o sentimento de estar simplesmente feliz.

A primeira vez que estive em Dublin, no ano passado, a cidade era para mim um reencontro, a espera de um abraço. Na época passei por Paris, Inlgaterra e para chegar a tempo tive que sair da Escócia de ônibus, pegar uma balsa através o rio e chegar na Irlanda do Norte. E lá pegar outro ônibus e enfim chegar em Dublin para reencontrar essa pessoa. Esperar esse reecontro e um abraço feliz e fico feliz que o tempo passa, o tempo voa, mas algumas coisas não mudam…

2 comentários:

Cristiane Veiga disse...

chorei, óbvio!

Shiatsuterapia é saúde! disse...

fiquei com ciúme, óbvio!
=p
Greice

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