quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sonho estranho

Acorde as 5:58 (sim, eu lembro exatamento do horário), com sede e assustado. Com vontade de colo e abraço.

É acordei carente nessa quinta-feira, assustado. Foi retalho de um sonho estranho com a minha familia e alguns estranhos que não sei quem são.

I

Tinha voltado da viagem da Irlanda. Ao chega em casa, fomos viajar para matar a saudade e descansar. Viajamos juntos, meu pai, minha mãe e eu. O local era um espécie de casa de campo, no interior de São Paulo. Era a casa de amigos dos meus pais. Pelo que lembro, ficamos alguns dias. Aproveitando a companhia um do outro. Não lembro ao certo o que conversávamos, mas me sentia felizz com os meus pais.

Lembro de ter ido até a casa da frente para caminhar um pouco. Cumprimentei um homem, o qual eu conhecia de Alvorada e deduzi que a casa era dele. Ambos tínhamos um sorrisso estampado no rosto. Uma felicidade-cumplíce era o que tínhamos ali. Ele porque estava com o seu filho, eu porque tinha os meus pais.

A casa onde estávamos ficava no fundo do pátio. A casa da frente ficava há uns 100 metros de distância da nossa. O pátio era todo composto por um gramado tratado, bonito, daqueles que a gente tem vontade de se deitar e deixar o sol bater. Um verde de cinema. Em frente a nossa casa tínhamos uma varanda, onde fícávamos no final do dia, assim se fazer nada apenas aproveitando a companhia um do outro esperando o pôr-do-sol.

II

Voltamos para a nossa casa. Mas era a casa antes da reforma, quando eu ainda era criança, com a porta da frente, com aqueles vidros que se abrem e nos permite ver lá fora com a porta fechada. Com o vidro aberto podíamos ver o tempo, a rua, o céu.

Minha mãe estava nessa sala. Na rua, um céu cinzento, nublado, sem vida. Ela que não fumava, estava com um cigarro acesso na mão. Ela olhava para a rua, quando entrei na sala. Ela percebeu a minha presença e então virou-se para mim e voltou-se para a rua. Olhava novamente o céu nublado. Disse para mim, do seu jeito simples, mais ou menos isto:

- Não gosto de dias como esses, com o céu desse jeito, todo sem vida. E, sem fumar ainda… me sinto triste e aborrecida.

III

Não sei porquê, mas o cenário mudou. Estávamos agora em uma varanda, parecia que já era noite. Acho que era uma casa de praia ou algo parecido com isso. Não era o lugar, mas a sensação era de praia, da lembrança de praia. Bebíamos cerveja e conversávamos. Estava tudo calmo. Meu tio estava presente e mais um outro que se dizia meu tio, mas para mim era um desconhecido.

De repente, eles sairam, fora para a rua. Eu fiquei ali, não sei se sozinho ou ou não. Essa parte era muito nebulosa. Após um tempo, o que se dizia meu tio entrou na casa, seguido do meu tio. Ouvi gritos e sons de porradas. Houve briga, sei que alguém batia e alguém apanhava. Não dei importância. Fiquei no mesmo lugar.

Logo em seguida meu pai entrou na casa também, e houve mais briga. Quando percebi que era com o meu pai, levantei de um salto e corri para a casa também. Queria ver o que acontecia. Cheguei o tio que não conhecia, com sangue na cabeça e sinais de pancadas nas duas faces. Meu pai também tinha sinal de pancada na cabeça. Ele ainda estava em cima desse desconhecido. Ele batia. Separei ele e gritando perguntei o que era aquilo, empurrei ele contra a parede. Não entendi direito, mas ele resmungou que tinham falado da minha mãe. Então eu lhe abraçei com força de amigo, com carinho de filho e disse que tudo bem que eu estava ali com ele. Aquele abraço foi a última coisa que lembro de ter sonhado e como ele era real.

***

Acordei, como disse, assustado, com vontade de carinho e saudade dos meus pais. E lembrei que estava só, em um país distante.

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