sábado, 9 de abril de 2011

Uma bonita manhã de sol

Dublin acordou feliz. Foi o que pensei quando abri os olhos ontem. O sol invadiu o quarto e não tive como ceder, mesmo querendo dormir mais um pouco levantei. Depois de um café da manhão sossegado, sai para caminhar ou quase isso. Eu precisava levar as roupas para lavar na lavanderia, mas até lá foi uma caminhada. :-)

A cidade estava completamente acordada, sentia a vida em tudo o que eu olhava. As pessoas na rua fazendo compras, reformand as lojas, pintando as lojas ou reformando os pubs. Gente bebendo, era uma galera que estava em frente a uma residência e eu não sabia se eles começaram aquela hora ou se eles continuavam a festa da noite anterior. Cenas inusitadas como um senhor que estava sentado a beira de um canal, tomando um banho de sol com o barrigão de cerveja pra fora. Acho que ele estava pegando um bronzeado na barriga branca. Pessoas correndo e eu no meio, participando de tudo aquilo, tentanto recomeçar.

Foi como se tivesse passado uma tempestade e toda a vida recomeçasse com aquela manhã. Lembrei-me de um trecho que o Fitzgerald escreveu:

“and so with the trees, just as the great bursts of leaves growing on the tress, just as things grow in fast movies. I had that familiar conviction that life was beginning over again with the summer.”

Não acredito que o turbilhão de emoções que vivo tenha passado, penso que ainda estou em meio a minha tempestade pessoal, mas me alegro toda manhã que vejo Dublin enviar o sol pela janela do meu quarto e dar-me bom dia. Talvez a tempestade não tenha passado, mas me sinto bem ao pensar todo dia de manhã com a “convicção de que a vida começa novamente”, afinal todo é uma chance para concertar os erros e encontrar aquilo que nos falta.

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