quarta-feira, 13 de julho de 2011

Do pôr do sol

Há  anos que tive o hábito de apreciar o por-do-sol. Acho encatandor e maravilhoso esse momento. A primeira lembrança é a de morte, herança dos estudos da poesia romantica, lembro da comparação do ciclo da vida com o decorrer do dia: a manhã era visto como a infância, a tarde como a fase adulta e a noite como a morte. E nessa linha de pensamento o pôr-do-sol surge como um momento de passagem, é o rio que separa os dias e as noites. Não fico contemplando o ocaso e espera da morte, o sentido não é de algo negativo é justamente o contrário. Vejo no pôr do sol um rito de passagem e de renovação. A morte que enxergo no pôr do sol é dessa maneira, de renovação.

por-do-sol

Gosto desse ciclo que acontece todos os dias, dessa renovação constante. Tenho tentado levar essa perspectiva para o meu cotidiano. Simplesmente por que as vezes um ciclo precisa ser encerrado, precisamos abandonar algumas coiass para seguirmos em frente. O pôr do sol materializa isso para mim, mesmo que as vezes eu ano perceba claramente quais são os ciclos que precisam ser encerrados, eu contemplo o ocaso em silêncio, com a paciência que as coisas irão se encaixar e com a esperança de que se aquele dia maravilhoso se foi é porque isso é necessário para que outros surjam, e com ele um outro espetáculo: o nascer de um novo dia.

Afinal de contas contemplando ou não esses momentos eles acontecerão, querendo ou não, a vida continua.

 

 

Lembro da morte sim, mas principalmente nessa transição, essa rito de passagem. Assim como Dante e Virgilio atravessaram o Aqueronte para chegar ao inferno,

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