quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sobre blogs e postagens

Há um tempo para tudo. Tempo para começar, para descansar, para aprender. Eu tenho descoberto que há tempo para tudo e também que não há tempo a perder. É tanto tempo que a gente se perde no tempo e para organizar tudo, precisa de tempo. Essa toda confusão sobre tempo era para explicar que fiquei um tempo sem postar, justamente para dar um tempo e refletir sobre continuar ou não com um blog pessoal. Nas próximas linhas, melhor, nos próximos posts quero compartilhar algumas reflexões que foram geradas a partir dessa dúvida. A primeira delas diz respeito justamente aos blogs.

blogging É interessante como as coisas acontecem na nossa vida. Quando comecei o blog, a ideia era justamente não fazer dele um diário. Os blogs evoluíram muito desde que começaram e o que iniciou com uma diversão para adolescentes se transformou em um espaço forte e democrático, seguindo uma ordem do discurso (na perspectiva focaultiana) que criou aparatos de controles, técnicas de produção e reprodução, além de constituir-se hoje em um negócio que movimenta milhões. Defensor dos blogs como sou, tanto para negócios quanto para disseminação de ideias, não gosto quando se referem a eles como diários pessoais. Nesse sentido, é natural que eu não queira que usem justamente o meu blog como exemplo de diário íntimo. Em outras palavras não queria pregar uma coisa e fazer outra.

No entanto, ao analisar as minhas últimas postagens, percebi que ultimamente meus textos estão cada vez mais subjetivos e intimistas. Por um lado, confesso que isso foi um pouco dolorido para admitir. Por outro lado, percebi que essa mudança nos escritos talvez tenha ocorrido porque justamente estou compartilhando mais com os outros e isso, embora contraditório, a meu ver é uma das principais razões de um blog existir. Então o meu desconforto em relação a fazer uma coisa e pregar outra foi superado por uma nova perspectiva, uma nova maneira de ver as coisas. Sim, mudança.

Se por um lado o tipo de textos estavam me incomodando, outro desconforto era gerado pela demora nos posts. A partir do momento que os post são publicados nesse meio (blog), duas novas figuras entram na questão: aquele que escreve e aquele que lê. Estou ciente que a relação de leitor e escritor, se dá por meio dos textos, e em um blog isso fica evidente. Só há vida entre blogueiro e leitor a partir dos textos. É óbvio, um blog só existe com posts, e quanto mais posts mais maduro é o blog porque a relação se torna mais forte e madura.

Por isso acredito que quando você assume um papel de blogueiro você assume um compromisso, inicia uma nova relação e, ao meu ver, você precisa levar isso com seriedade. Porque depois de um tempo outras pessoas acabam lendo os seus escritos, você conquistou a atenção e o tempo delas, então é importante que assuma um compromisso com o blog, um compromisso com os leitores. Não entendam que um blog precisa ser uma coisa chata e regulada, com posts diários, mas é importante, diria fundamental, que as atualizações sejam frequentes porque, repito, é nos post que um blog se faz vivo. É a maneira de demonstrar respeito com os leitores. Sim, a questão da atualização dos posts, tornou-se em minha perspectiva de respeito com os leitores. E isso não torna um blog, um trabalho maçante ou chato. Bem pelo contrário, ter um blog é divertido, você cria, conhece pessoas, compartilha as ideias, recebe criticas, aprende.

Então eu precisava estar certo de que se continuasse com esse blog, eu teria que ter mais dedicação e compromisso, mesmo que isso signifique as vezes, usar o blog como diário íntimo público. Antes de decidir eu precisava pesar os prós e contras de continuar com um blog, prós e contras de ter um blog. Mas isso eu conto no próximo post.

p.s: Já que estávamos falando de blogs, vocês sabiam que hoje é dia do blog? Pra saber mais sobre o dia do Blog visite a Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Blog.

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