Quando cheguei em Dublin, era março. Lembro-me que caminhava com um amigo a beira do canal e chamou-me a atenção, que no meio de uma cidade grande habitavam seres ilustres. Cisnes. Sim, lindos e belos cisnes. Com o olhar ainda de turista, tirei algumas fotos e as guardei. Guardei mais a lembrança do encantamento que a fotografia da imagem.
Os meses passaram. Um tempo depois fiquei sabendo que os cisnes haviam desaparecido. Segundo os jornais, os cisnes havia morrido, devido a uma bactéria existente no canal. Achei uma pena. Achava que eles davam uma certa beleza ao Canal. E isso que eu nem morava tão próximo ao canal.
Bem, a vida continua, o tempo passa e outros meses se passaram. Mudei mais uma vez de residência: a quinta morada em 2 anos. Eu gosto de contar, isso gosto dessa sensação de movimento e mudança :-). Como ia dizendo, fui morar justamente próximo ao Canal. Lindo. Eu gosto de correr, caminhar, sentar para tomar um chimarrão ou apenas para ficar quieto admirando. Mas quando eu me mudei, os cisnes já haviam indo embora. Não lamentei, eu não havia habituado-me a vê-los, portanto fiquei apenas com o encanto do canal.
Há algumas semanas, no entanto, um brilho novo alegrou o canal. Assim como uma criança traz vida a uma casa, os cisnes voltaram, enchendo o canal trazendo vida. E aqui não é primavera, é outono, mas uma estação é sempre renovação. Eles chegaram de mansinho, primeiro uns três, depois quatro, dez, 15 acho que agora temos uns 20 novos vizinhos. Eu simpatizo com eles. Gosto de dar bom dia quando saio de manhã ou boa noite quando volto, as vezes paro e aprecio. Esses presenciei algo novo, um deles alerta, enquanto os outros dormiam um sono tranquilo. Gosto desse jeito que eles cuidam um do outro, desse carinho natural e mutuo que eles tem. Meus novos vizinhos são um charme. Esses dias fui visita-los a noite. Ops, isso é uma outra história.
Boa semana a todos.

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