segunda-feira, 14 de maio de 2012
sonhos e vontades
Então o final de semana passou e passou em branco. De tantas coisas que eu tinha planejado nada aconteceu... ou quase nada e olha que eu nem me dei ao trabalho de fazer tantos planos. Fora pequenas coisa. Se bem que, tem dias que são assim mesmo ou finais de semanas, ou semanas, ou... pera ai tem coisa errada. Se uma tarefa ou uma vontade é adiada a tanto tempo, eu pergunto se deveríamos insistir ou se deveremos INSISTIR. Lembro de tarefas ou coisas que a gente se propõe a fazer por causa dos outros, ou porque em algum momento achamos que aquilo era importante. Isso me faz lembrar também que sonhos não são simplesmente vontades. E isso me lembra a compra do meu primeiro notebook.
Eu lembro que podia comprá-lo no cartão de crédito ou naquelas prestações de 12 ou 24 vezes, mas eu tinha uma dúvida: se eu realmente queria ou só ia comprar porque via todo mundo com um. Então fiz-me uma trato, compraria o computador se em seis meses eu ainda o quisesse. Nesse tempo eu podia juntar a grana ou simplesmente pensar melhor. Eu poderia ter simplesmente esquecido como tantas vezes esqueci de comprar 'aquele' livro ou 'aquela' roupa, mas é que o notebook para mim era algo mais, talvez representasse esse meu desejo forte de ir para qualquer lugar, essa mobilidade que essas máquinas portáteis nos permitem.
Não era só um computador, não era só uma vontade, aquilo representava algo mais para mim, algo como um sonho. É que às vezes algumas coisas, tarefas ou projetos não levam continuidade porque não passam de meras vontades. São tão fortes quanto os sonhos, mas não tão resistentes.
Vontade é como vicio, é vontade, é um desejo desenfreado de possuir, te querer, como se fosse uma fome, uma gula... mas sonhos não. Se a vontade sana-se ao usufruir do vicio, o sonho se realiza vencendo o vicio, transpondo-o; é preciso de tempo para vencer a ansiedade, para aprender com o desejo, para transformar o aparente querer em amar. Não se trata mais de um momento para saciar a gula, trata-se de construir o tempo para saborear e apreciar. Mas há ainda nos sonhos aquela força da paixão, do vicio, daquele desejo de continuar apesar da fome, da resistência a tentação de desistir ou a insistência em continuar. Sonhos e vontades são feitos da mesma paixão, mas enquanto o segundo é forjado na superfície da emoção, sonhos são forjados na profundidade da alma.


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