Carnaval é coisa séria. Quero dizer que com o esse Carnaval agitado que temos por aqui fica difícil pensar em trabalho, pelo menos comigo. Desliguei-me totalmente nesses dias das minhas atividades intelectuais (eu achei mais bonito falar assim). Mas como podia ser diferente: cercado de amigos em uma praia, eu aprecisava era mesmo fazer da filosofia de Epicuro e fazer reais os versos de Horácio: Carpe diem quam minimum credula postero.
Podemos até conhecer o mundo, as pessoas, através dos livros das literaturas, mas para sentirmos precisamo experimentar, viver a prática da convivência é nesses momentos que realmente vivemos. Eu sei que muito as artes, a literatura, filosofia e outras disciplinas podem contribuir para a formação humana, no entanto de nada me basta conhecer os processos científicos que expliquem a chuva, se eu nunca senti o prazer das gotas de água em meu corpo. O mar é encantador nas fotografias, nas histórias, presenciá-ló é muito mais que encantador, é extraordinário.
Acabei de sair de um hotel que me lembrou as obras de Aluizio de Azevedo. A parte boa é que saindo do hotel e caminhando um pouco eu me encontro com o extraordinário mar: não sei explicá-lo, mas o que me importa nesses dias é experimentá-lo.
Carlos Carreiro

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