O interessante é que ao usar a primeira pessoa, Kafka causa uma sensação de força do escritor e nao do escrito. A linguagem, ora usada para criar poesia e causar estranhamento artístico, agora ganha uma força para ferir e atacar. Até o momento da leitura, me parece que Kafka busca culpar o pai pelos seus demônios e fracassos, e dessa maneira espera conseguir a paz consigo mesmo.
O interessante é que me senti um pouco Kafka ao perceber o quanto devemos aos nossos pais: seja isso em aspécto positivo ou negativo; quanto influência deles temos em nossas ações? quanto de nossos medos devemos a eles? quanto de nossa ousadia herdamos deles? E até quando ficaremos presos a eles ao ponto de impedir e traçar o nosso próprio caminho.
A leitura apenas começou.

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