sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Novamente, em Pinhal

É interessante como algumas coisas mudam e paradoxialmente como algumas coisas não mudam. Ontem, enquanto estava na estrada viajando, lembrei-me que, por pura coincidência, volto a praia de Pinhal para passar o Revellon. Tenho amigos que se conhecem e outros que não se conhecem nessa praia e isso que torna as coisas diferentes e iguais.

Pinhal, aparentemente continua a mesma, pacata, sem novidades, com um mar achocolatado, mas curiosamente lotada. É que é uma dessas praias próximas de Porto Alegre, que fazem com que elas se tornem extensões de nossas moradas na cidade, um quintal um pouquinho mais longe. Não é um local de pontos turísticos famosos, mas dá pra curtir além da praia, as dunas e as lagoas.

Pinhal continua a mesma. Também passarei um revellon em um mesmo local novamente. A diferença é que as pesoas são outras, a casa é outra e isso faz com que as perspectivas sejam diferentes, assim como o no ano que terá inicio amanhã. Retorno a Pinhal, mas não sei se eu sou o mesmo do ano passado, sinto-me um ser diferente daquele e isso me alegra, pois a mudança me motiva. Já escrevi aqui em outros momentos, que a sensação de andar, de estar em movimento, me alegra e me faz sentir vivo.

Estar em Pinhal, mas com outros amigos e próximos daqueles, permitem que eu perceba que algumas coisas não mudam realmente. E fico feliz, mesmo gostando do movimento, da mudança, de saber que algumas coisas não mudam. Algumas coisas, como a amizade, deve ser regada e tratada para que continuem. E, se não foi possível que não mudem, que então nos acompanhe pelos anos a fora.

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