quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É dia de caça ou oração para matar leões

Tenho pensado muito em leões ultimamente. Diria até que um mora comigo, aqui dentro, bem perto do coração. Penso em leões como o velho Santiago sonhava com eles, mas há tipos e tipos de dragões. Há aqueles que  nos assombram, que ficam nos rodeando esperando para atacar, que antecedem grandes mudanças e nos exigem grande empenho para enfrentá-los.

É nesses últimos que tenho pensado, é nesses últimos que acordei hoje pela manhã e os encarei. Quando olhei para a rua, quano mirei o mundo. Encarei com um novo dia que nasce e só pensava em um frase “que seja doce”. Influência de “más companhias”, fiquei perdido na madrugada em companhia de Caio Fernando Abreu e seus dragões. Sonhei com o peixe de 150kg do Santiago e repito comigo as palavras de C.F.A:

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.

Então eu levanto da cama, espreguiço-me e repito as palavras novamente, abro um sorriso e começo a listar meu dragões, meus leões, meus grandes peixes porque eu sei, que hoje é dia de caça, hoje é mais um dia para matar leões. Eu sei que nesses dias, é preciso levantar a cabeça ter “A mente quieta. A espinha ereta. E o coração tranquilo” e principalmente seguir em frente. De força renovada, olho-me no espelho ganho coragem e encaro o mundo novamente, mas só por precaução eu repito “que seja doce”.

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