sexta-feira, 20 de maio de 2011

fragmentos

"Então acordou. Sem saber direto o que tinha acontecido, garganta seca, coração apertado e dor de cabeça. Saiu da cama e foi ao banco tentar negociar as dividas. Não conseguiu.  Lembrou da noite anterior; lembrou da discussão. Uma lágrima escorreu. Lembrou da infância, dos pais que não tinha mais, dos filhos que não lhe visitavam. Tinha sede e tinha fome. Era tudo que lhe sobrara.

No asilo, assistiu a novela calado e foi deitar. Não dormia. Levantou-se, foi até a rua. Disse boa noite ao guarda e ficou parado contemplando as estrelas, a lua, a noite linda e viva. Outra lágrima escorreu. Não estava triste, só tinha saudade de ser feliz. Era só acreditar. Fez as pases com a sua fé e voltou para o quarto. Deitou e dormiu, enquanto o novo dia surgia...“

Nenhum comentário:

Postar um comentário