domingo, 4 de setembro de 2011

Aquela do anjo no pub


Esses dias, estava em um dos meus pubs prediletos, geralmente onde vou para relaxar, saborear uma boa cerveja e escrever. Eis então, que estou no meu universo criativo, com um monte de ideias e escrevendo. De repente, um pouco distante, ouço uma voz me chamando. "Hello, sorry".

Fico parado, por alguns segundos e pergunto, o que se passa. Com um jeito de encantamento e surpresa, ele pergunta o que eu estava fazendo, o que tanto escrevia no meu bloco de notas. Nossa, essa pergunta me pegou de surpresa, achei estranho, mas resolvi aceitar o desafio, afinal nada do que um bom papo em inglês, em um pub irlandês, entre um brasileiro e um italiano, acompanhado de uma cerveja holandesa ou de um whisky escocês,  para ter novas ideias.

Expliquei lhe que escrevia sobre ideias, sentimentos, post para o blog, pessoas, enfim o que viesse na cabeça. Não menti, sempre que posso pego o bloco de notas e escrevo, sobre qualquer coisa, divirto-me com esses momentos. O menino se encantou, parabenizou-me, quase me abraçou. Eu fiquei surpreso, mas por outro lado fiquei feliz e comovido.Nesse momento, o rapaz abre os braços e coloca as mão sobre a cabeça, e continuava a falar o quão encantado estava por ter encontra alguém que escrevia e viajava, como ele gostaria de fazer um dia.

Enquanto ele dizia essas coisas eu o olhei e a sombra dele refletida na parede, e juro que parecia a figura de um anjo com asas.


Eu estava em momento de descrença sobre mim e sobre os meus sonhos, sobre que caminho a seguir.Talvez tenha sido efeito da bebida, talvez não, mas o interessante é que fiquei com a imagem de anjo na cabeça. Pensei deve ser um sinal da vida, ela querendo dizer-me algo, querendo apontar-me um caminho que eu deveria seguir.

Fiquei com aquela imagem na cabeça, mas não comentei nada. Continuamos conversando sobre os lugares que eu havia visitado; sobre a dúvida que ele tinha de ir morar na Austrália e casar-se com a namorada ou correr o mundo. Falamos do sonho que ele tinha de viajar pelo mundo, conhecer pessoas, lugares diferentes e escrever sobre os lugares, sobre as pessoas e suas culturas.

Outras pessoas entraram na conversa e a noite se estendeu, quando foi a hora de nos despedirmos perguntei-lhe o nome. Disse-me que se chamava Gabriel. Coincidências.

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