sábado, 3 de setembro de 2011

De continuar ou não com o blog II

Eu prometo que esse post será mais curto.

Como dizia no texto anterior, o desconforto e a vontade em parar com o blog, era um pedido interno meu por mais escritos, por mais tempo para escrever. E eu precisava resolver isso. Como uma cosa leva a outra, eu preciser repensar o que era escrever para mim, o que significava esse ato e qual o peso que eu atribuia a ele.
escreverLembro que há uns sete ou oito anos, quando algo preocupava muito ou quando estava muito angustiado, eu escrevia. Geralmente eu escrevia um conto, ou um “poema” não tinha o costume que tenho hoje de escrever sobre mim, refletir em forma de crônica ou comentário o que percebo e que vejo acontecer ao redor. Mas, enfim, nesses momentos, após escrever, sentia que devolvia ao mundo o que ele me dava.

Penso que era uma forma que eu tinha de agradecer, de retribuir. Percebia que era como se eu respirasse mais aliviado depois que a caneta encontrasse a folha de papel em branco; percebi que escrever para mim é respirar; é botar para fora um pouco do que tenho; é aprender e entender sobre mim e sobre o mundo; é como a Clarice escreveu: "Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada".
Eu continuo com o blog, continuo escrevendo porque adoro sentir-me livre, vivo; e escrever aqui é mesmo uma busca para entender a mim ao mundo; escrever, nesse atual momento, é respirar; é a maneira que encontrei de dizer ao mundo em alto e bom som que estou vivo. Escrevo simplesmente porque preciso respirar.

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