quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Das lembranças do sete de setembro

Não sou do tipo nacionalista, mas vivendo em outro país, nesse sete de setembro, para mim é difícil não pensar com carinho no Brasil. Lembro bem que no ano passado, eu acordei ao som de tiros, helicópteros e sirenes. Ainda sonolento, fiquei assustado e imaginei um assalto ou acidente nos arredores. Levou alguns minutos para que a ficha caísse e eu me desse conta de que era dia de desfile.

Na época, um ano atrás, eu morava em um apartamento próximo ao local do desfile. Morei apenas oito meses naquele apartamento, lá pelas bandas da cidade baixa em Porto Alegre, mas foi um local quem me marcou muito.

7 setembro 2010

Um dos registros que tenho é que, naquele sete de setembro, eu pulei da cama, peguei a câmera fotográfica e corri para a avenida na esperança de tirar um ou outra foto descente. As fotos não ficaram boas, mas o registro em minha memória ficou perfeito. Lembro do povo na rua, o sol no rosto; estava próximo de algo que só assistia na televisão. Não imagina até o momento que aquele pequeno momento fosse preencher um espaço tão grande na alma, tão marcante. E eu não tinha percebido, até hoje, que de certa forma eu estava me despedindo do Brasil, despedindo dessa nossa facilidade de fazer festa no meio da rua, a partir do nada; Despedindo dessa gente sofrida, mas que sempre estampa um sorriso no rosto, daquelas crianças correndo, das barraquinhas de cachorro-quente na rua, das rodas de chimarrão e da liberdade de poder sair de casa bebendo uma cerveja bem gelada.

Como disse, eu não sou nacionalista, mas é difícil em um sete de setembro não pensar na Pátria amada e se emocionar com as lembranças da nossa terra, com os cheiros, com os gostos, com a música e principalmente com a cor do Brasil. Porque mesmo sem entender direito qual é a cor do Brasil eu sei que é uma cor alegre, contagiante, é uma cor de alegria.

Quando fecho os olhos para tentar imaginar a cor do Brasil vem-me a mente, a bandeira verde-amarela atrás, e na frente uma quantidade de nordestinos, gaúchos, paulistas, pernambucanos, cearenses, baianos, cariocas, catarinenses... Vem-me a mente aquelas mais de 180 milhões de pessoas que recebem o nome de brasileiros e fazem com que a cor desse país não seja uma, mas muitas, seja um colorido alegre; um colorido de diferenças e culturas; um colorido de misturas. E é esse conjunto de coisas que constituem o que chamamos de Brasil, o que para os mais íntimos nominamos carinhosamente de pátria, ou simplesmente de casa.

Bom dia da independência.

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