segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dói, dói como uma punhal cravado no peito


Dói, dói como uma punhal cravado no peito
Uma agonia doida que atravessa a alma e vai, vai, quase sem fim...
Sufoca o ar, impossível respirar
E na busca de um tronco forte, a mão encontra um galho podre.
O corpo vai ao fundo e a alma aos poucos some.

Se a flor que vejo vermelha e tu a vês amarela
não que é um este esteja certo e o outro errado,
é que usamos óculos de cores diferentes,
as cores das cosas, nuncas são as cores das cosas,
parecem com cores que conhecemos, mas só na escuridão
vemos as cosas com as cores das cosas

no fundo do mar, vejo a cor que teus olhos tens,
vejo claramente agora que nada mais posso ver,
agora que nada mais posso tocar,
vejo também uma luz, mas depois não vejo mais nada.

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