O vento que passa na rua não me traz a saudade do minuano,
mas de um tempo que não sei onde ficou,
os cabelos brancos que vejo hoje quando as noticias são entregues,
enchem meu coração de emoções,
e nada posso ver porque há água em meus olhos
olho com o coração aqueles flocos de neves,
devagar porque os anos dos outros são lentos
agora, vejo claramente o branco no horizonte
E penso - já foi.
Um oceano de emoções, distintas, de imagens,
o ponto branco, os olhos negros brilhantes,
meus olhos voltão a mergulhar.
Não permito-me afogar nesse oceano.
Não estou pronto, digo medo.
Grito em vão por coisas que não tenho,
a vida da sereia que se foi
ou a saudação de Netuno ausente.
Então vejo-me nas ruas desertas,
perco me nos contos de desconhecidos,
na historias dos outros,
nos amores perdidos,
nos amores não vividos
na vida de outros.
Perco o rumo, esqueço me,
perco me,
vejos os olhos.
eles mergulham no mar,
mas vejo o floco de neve distante.

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