Então você acorda um dia e percebe que nada mudou
O dia de ontem é igual ao dia de hoje
e será igual ao dia de amanhã,
exceto por uma coisa que você tem no peito, que cresce a cada dia
e a cada dia se torna mais forte
Você sabe que sempre existiu, mas não ligava, não incomodava,
mas então você acorda um dia e sente algo,
os anos passam e cada dia você sente um pouco mais,
começa a doer;
procura um médico, mas ele não sabe o que é,
receita remédios que não funcionam
você muda hábitos, para com os vícios,
volta com os hábitos, volta com os vícios
nada muda.
Nada muda,
Exceto aquela coisa no seu peito, que dói,
você procura especialistas e não encontra respostas.
Investigam você completamente e lhe
dizem apenas que não há nada.
Vocẽ não tem nada.
Não há nada em seu peito,
não há nada em seu coração
só um vazio que dói.
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domingo, 22 de janeiro de 2012
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
o cão late
O cão late, late e late
late porque o dono chega, porque esta feliz
e ele apanha.
late para pedir comida, porque sente fome
e ele apanha
late para assustar o ladrão
e ele apanha
um dia ele aprende,
que não deve mais latir,
não fica feliz,
não pede comida,
não assusta o ladrão.
um dia
o cão
esquece que
ele foi cão.
e então o dono bate
porque o cão
não late.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Por enquanto: cabelos brancos
O vento que passa na rua não me traz a saudade do minuano,
mas de um tempo que não sei onde ficou,
os cabelos brancos que vejo hoje quando as noticias são entregues,
enchem meu coração de emoções,
e nada posso ver porque há água em meus olhos
olho com o coração aqueles flocos de neves,
devagar porque os anos dos outros são lentos
agora, vejo claramente o branco no horizonte
E penso - já foi.
Um oceano de emoções, distintas, de imagens,
o ponto branco, os olhos negros brilhantes,
meus olhos voltão a mergulhar.
Não permito-me afogar nesse oceano.
Não estou pronto, digo medo.
Grito em vão por coisas que não tenho,
a vida da sereia que se foi
ou a saudação de Netuno ausente.
Então vejo-me nas ruas desertas,
perco me nos contos de desconhecidos,
na historias dos outros,
nos amores perdidos,
nos amores não vividos
na vida de outros.
Perco o rumo, esqueço me,
perco me,
vejos os olhos.
eles mergulham no mar,
mas vejo o floco de neve distante.
mas de um tempo que não sei onde ficou,
os cabelos brancos que vejo hoje quando as noticias são entregues,
enchem meu coração de emoções,
e nada posso ver porque há água em meus olhos
olho com o coração aqueles flocos de neves,
devagar porque os anos dos outros são lentos
agora, vejo claramente o branco no horizonte
E penso - já foi.
Um oceano de emoções, distintas, de imagens,
o ponto branco, os olhos negros brilhantes,
meus olhos voltão a mergulhar.
Não permito-me afogar nesse oceano.
Não estou pronto, digo medo.
Grito em vão por coisas que não tenho,
a vida da sereia que se foi
ou a saudação de Netuno ausente.
Então vejo-me nas ruas desertas,
perco me nos contos de desconhecidos,
na historias dos outros,
nos amores perdidos,
nos amores não vividos
na vida de outros.
Perco o rumo, esqueço me,
perco me,
vejos os olhos.
eles mergulham no mar,
mas vejo o floco de neve distante.

