domingo, 27 de novembro de 2011

Arthur Christmans:um filme igual só que diferente

Esses dias estava com vontade de assistir um filme qualquer no cinema. É, ter passe livre (leia o cinema na “Irlanda para entender”) tem dessas vantagens. Escolhi um filme qualquer, um daqueles filmes que a gente chama de sessão da tarde no Brasil. O nome dele é Arthur Christmans, em português ficou como Operação Presente. Uma animação sobre o natal, dessas que todos os anos tem, e insistem em fazer com que a gente acredite no natal. Essa não foi diferente, mas ela me surpreendeu. 

Pelos filmes de natal que eu lembro, há sempre um bobinho que acredita no papai noel e o irmão mais velho ou cara mal da escola que diz que não existe. No final, é óbvio o bonzinho leva a melhor e prova pra todos que Papai Noel existe sim. Bem, o Arthur é o cara bonzinho do filme, o cara “mal” é o irmão mais velho dele. A diferença é que eles não duvidam nem por um segundo que o natal exista, afinal de contas os dois são filhos do Papai Noel. 

Foi nesse detalhe que o filme me cativou. Você já começa sabendo que Papai Noel existe. A questão então não é crer no Papai Noel. É mais no sentido de qual é o significado do Natal para nós. Há três geranções no filme.
O enredo é simples. Na noite de natal, o Papai Noel esquece de entregar um presente para uma criança. É claro que o Arthur se preocupa com isso e vai querer que o presente seja entregue. No pano de fundo há uma reflexão sobre o que fizemos do natal através das discordancias familiares. Há uma perspectiva sobre o natal em cada geração.

O avô quer provar para o neto (o irmão do Arthur) que no tempo dele as coisas funcionavam melhor; o neto encara o natal e a entrega dos presentes como uma empresa, como um negócio de familia; o Papai Noel se perde em sua fantasia e não quer responsabilidade com nada. E o nosso protagonista só quer que as crianças recebam seus presentes, continuem acreditando no papai noel e sejam felizes.

Não importa para o Arthur o jeito certo de fazer as coisas, mas sim de fazer o que é certo. O mais desajeitado de todos, tem algo que algo que os outros não tem, algo que as vezes esquecemos: cuidado. Cuidado com o outro. Emocionei com o filme porque de uma maneira simples, o que ele passou para mim é que mais do que ser “obrigado” a festejar o natal; comprar presentes; passar a meia-noite acordado, ou esperar o Papai Noel. O natal é uma época do ano que deveriamos pensar mais no outro, naqueles que nos preocupamos de verdade e nos esforçarmos para fazê-los felizes idependente se esteja longe ou perto.

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