terça-feira, 15 de março de 2005

Despedida

Preciso voltar, decobrir quem sou eu. É difícil depois de tanto tempo, de tantos acontecimentos voltar a este lugar longínguo e ver que muita coisa mudou e que eu ainda procuro algo inalterado. Esqueço que nada dura para sempre, nada. Minhas experiências fragmentadas, de nada me servem agora... nada. Preciso visitar o menino, o meu menino. O pai do homem, como costumávamos chamá-lo. O menino agora deve ser homem feito, com mulher e outro pai. Não não tem nada disso... Tenho uma memória perdida... e como saber quem sou com uma memória perdida. A cosntrucao de algo que não existe vem do nada.

Estou perdido em um deserto, preciso de apoio de água e nada vejo... Olha para tras e não existe nada, o futuro é igual ao passado, vazio. Resta-me eu apenas eu mas não consigo me ver... Tenho sono de vida... Quero domir um pouco, não posso, não onde dormir no deserto, pode acontecer alguma coisa, tenho medo... Perdi muito dinheiro, muitos bens, muitas pessoas... Ganhei dores, medo e sofrimento. Troque sonhos por pesadelos; alegria pela agonia; a vontade pela cama; me acostumei com a derrota, com meus medos, com meus fracassos. |Há ainda uma esperança: a coragem deixar tudo isso para trás e encontrar a paz.

Mas não encontro a coragem, onde ela esta? Será que é coragem que eu busco ou é a convardia para não mudar nada... Mas eu quero mudança, sonho com um mundo em paz, cansei de guerras. Quero dormir, meu corpo esta cansado. Mas tenho medo, algo pode acontecer, tenho medo de dormir, tenho medo... A cada dia descubro algo de meu passado que não gosto... Esta cidade é um horror e não consigo falar com o menino a cada passo que dou ele foge ainda mais... Parece que também tem medo dos meus medos dos meus segredos. Mas que segredos? Tenho os meus, amnésia forçada... Não tenho a dádiva da lembrança, não sei se isso é bom ou ruim... Não sei, ultimamente só me arependo do que eu não lembro.

Comecei o tratamento com um neurologista, já passei para o psiquiatra. Meu abalo psicológico esta próximo ao meu limite. A medicação não funciona mais, vou viajar, preciso viajar... dizem que ver crianças é bom... Tenho saudades da minha infância... não sei porquê... é estranho porque não lembro das coisas muito bem, mas há algumas lembranças boas que ainda me dão forcas para continuar. Comecei a me questionar sobre a existência de Deus... sempre duvidei, mas agora estou revendo alguns valores e crenças. Existe a possibilidade de realmente existir algum Deus... acredito no ser humano, acredito que não seriamos tão burros e ingênuos em lutar em guerrras durante anos por um Deus que não exista. Ou seriamos?

Não sei, descobrirei isso em breve. Agora preciso dormir... não tentem me acordar amanhã... não adianta insistir eu não acordarei... Tenho reunião com Deus ou como Diabo e isso vai me ocupar muito tempo, a eternidade...

Um comentário:

Anônimo disse...

Não sou poeta, não faço literarura, não entendo de versos e poesias, mas entendo de beleza de sentimentos.
Isso foi bastante cosolador, um desabafo da alma!
Lindo...

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