Há uma coisa que tem se destacado nas eleições e nessa não foi diferente. O trabalho com as imagens dos candidatos. Seja como parte integrante de um projeto de marketing bem elaborado, ou como objeto de trabalho da mídia, os candidatos mais do que nunca vem se atendo a esse detalhe que pode definir as eleições.
Quando Lula venceu as eleições de 2002, muitos jornalistas falaram que ele venceu porque mudou o tom do discurso, tínhamos o indicio de que não só o Lula, mas o PT também tinha mudado. Muitos atribuem que a eleição foi ganha graças a essa mudança, de um Lula radical para um Lula calmo, sensato.
Não foi só a imagem do candidato do PT que mudou, a mudança foi completa, pois o discurso também era outro. A campanha eleitoral seguiu, de certa maneira, o mesmo que Collor havia feito nas eleições de 89. De certa maneira, ambos ganharam da imagem que suas equipes desenvolveram para que eles representassem na campanha. Em 2002, Lula venceu porque se preparou melhor para a campanha, mostrou-se calmo e mostrou ao eleitorado que tinha aprendido muito, mas que não esquecera de quem tinha sido, algo semelhante como “eu mudei, mas ainda sou o mesmo". Isso lhe permitira ganhar os votos da classe média enquanto mantinha os de seus aliados.
Há outro ponto que envolve a mídia e que nos faz lembrar das eleições de 89. A força influente da mídia na decisão das eleições. O discurso das grandes empresas de telecomunicações eram em prol de Collor, nessas eleições o discurso era em prol de Alckmin. As fotos do dinheiro foram o fator fundamental para que houvesse segundo turno, ou será que foi a ausência de Lula no debate? Talvez a ausência de Lula tenha colaborado para que ele não perdesse o segundo turno. As edições feitas com Collor em 89, poderiam ter sido feitas nessas eleições também.
Sabemos que temos um jornalismo forte que sempre influenciou na vida política nacional, seja diretamente através da influência do voto ou indiretamente determinando os assuntos a serem discutidos. O fato das fotos serviu para que o presidente também compreendesse isso e repensasse o seu dialogo com a mídia, porque isso será fundamental no segundo mandato. Se ele não pode ditar os assuntos da pauta, ele terá que influenciar a mídia para que elas os dite e com isso buscar o apoio da câmara e do senado para que os projetos propostos sejam votados.
Diante disso não é surpresa que o presidente da república sai com um discurso de melhorar os relacionamentos com a mídia. Como ele mesmo disse “aprendi muito nesses quatro anos”.

Um comentário:
Bah, q legal teu site... Um dia tiro um tempo pra bisbilhotar melhor!!!
Mandei mail pro Terra, vê se lê logo, antes q seja tarde demais!
Bjos!
Nanda - Estrela
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