segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meus domingos

Queria ter escrito um texto sobre o domingo na semana passada, mas não rolou, ficou para este. Era algo sobre as coisas simples que fazemos. As coisas que deixam a gente mais leve. Hoje peguei-me a pensar novamente sobre essas coisas.

Embora meu domingo, não tenha sido tão simples ou planejado: almoço com o pai e a familia, susto no médico e leitura no parque. Depois uma boa dose de conversa com os amigos, isso sim é especial.

Confesso que a leitura no parque foi muito significativa. Estar em companhia de Guimarães Rosa, me fez viajar pelos sertões, por uma atmosfera sofrida e, ao mesmo tempo, alegre. Acho que é a simplicidade das coisas dos personagens de Guimarães que levaram-me a pensar nessa alegria das pequenas coisas.

No inicio da obra, um ex-jagunço, conversa sobre assuntos da vida, deus e o diabo, o bem e o mal. Percebe-se uma vida difícil, cheia de infortúnios, mas ao mesmo tempo é uma simplicidade que faz com que os momentos felizes seja mais lembrados que os outros. Ou cria-se artimanhas para burlar o destino, as vezes, até deus. Esse ex-jagunço por exemplo, encomendava rezas para diferentes senhoras com o intuito de garantir créditos para  dia do juízo final. Dessa maneira, ele podia viver tranquilo a sua vida.

É dessas coisas e artimanhas simples que tenho buscado rechear os meus domingos. É que no geral, os domingos são chatos. É o dia que antecede a segunda-feira, para inicio de conversa, além disso é o dia que a solidão mais incomoda. Como não quero mais perder tempo com ela, contrato as minhas rezadeiras: cerco-me de amigos, de leituras e de escritos.

Penso que assim, faço um conjunto de coisas simples que me deixam feliz e quando percebo o domingo já se foi. E sem me dar conta, tive um dia feliz.

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