Um dia, ainda na faculdade, em uma palestra sobre arte e poesia, o palestrante falou que livros não mudam o mundo. Em uma plateia cheia de amantes dos livros, alguns jovens como eu, que acreditavam que a palavra tinha esse poder de impulsionar mudanças e fazer do mundo um lugar mais justo foi, no mínimo decepcionante. Ele dizia que, o livro, a a poesia não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. No entanto, a poesia, a arte, as obras podem mudar as pessoas e essas podem mudar o mundo.
Eu tenho a pensar nessa semana, principalmente, no poder da palvavra, no que ela significa pra mim e não força que ela me traz. Tenho a a pensar em coisas que passei nos últimos anos, no que aprendi, nas pessoas que conheci.Em muitos momentos, no qual eu pensava em desistir, caia-me um livro em minhas mãos que dava-me força para recomeçar ou um amigo mostrando confiança e estando ao meu lado. É certo que todos nós cometemos erros nessa vida, e acredito também que é errando que se aprende, basta que haja compreensão, perdão e força para continuar.
Eu tenho uma coleção de escritores, alguns nem tão aclamados pela crítica que me ensinaram algumas coisas sobre mim, mas principalmente ensinaram a compreender os outros. E essa compreensão do outro é base para que a gente se aceite e se compreenda. No final das contas, olhando e entendendo o outro, eu procuro me entender. O Fonseca tem me incomodado com a tal coragem do escritor (outra hora escrevo sobre isso); o Bukowsiy com a sujeira poética de ser; o Woody Alen com uma escrita simples e esteticamente encantadora de não se literato sendo; o Guimarães Rosa, com aquela prosa cantada que parece que estou no sertão; o intimismo da Lispector; a sabedoria do Pessoa, e sem falar de tantos outros que me inspiram para tantas coisas.
No momento, estou em uma fase, digamos assim, mais exploradora. Depois da leitura de cem dias entre o céu e a terra, sinto que o Klink também tem me inspirado. Ontem, uma amiga postou uma frase dele. "Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir". O meu comentário foi simplesmente inspirador. Sonhos são tão bons, eles nos motivam a continuar, fazem com que a gente acredite em algo e siga em frente. Mas um dia é preciso parar de sonhar e, assim como um filho, deixa-lo partir e seguir o seu destino de ser real. Pode ser um livro, uma viagem, um amor. O sonho só ganha a dimensão de alegria e a encantamento lendário porque de alguma maneira eles se tornaram reais. Como trabalho gestão de projeto, tenho percebido que alguns projetos, os bons, nascem dos sonhos ou dos problemas, ou simplesmente de sonho. É quando há um problema, o projeto surge da vontade, do sonho em resolver um problema, portanto sonho again. Mas voltando, quando conseguimos transformar as ideias da mente ou a paixão do coração, os projetos nascem. Isso é só o começo, eles ainda precisam formar um identidade, ter pessoas, lidar com conflitos, mudanças ao longo do caminho e crescerem.
Assim como a literatura tem me ensinado a crescer, o trabalho com projetos também. No final das contas eu cresço junto com eles, e percebo que inspiração, sonhos e amizade são coisas interligadas nessa minha jornada. Entendo hoje, que para continuar, seguir em frente, no meu caso só foi possível devido a uma forte estrutura de amigos que me inspiram, me fazem sonhar e continuar. Penso que no final das contas, são mesmo as pessoas e nãos os livros que mudam a gente. Mas que para isso aconteça, Um dia é preciso parar de sonhar...


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