domingo, 28 de novembro de 2010

Como ser sozinho

Assisti ao video How to be alone da Andrea Dorfman baseado em um poema de Tanya Davis. Foi inevitável para mim não pensar em viagens. É que foi viajando que percebi pela primeira vez a minha condição de solidão. Isso é triste e assustador, realmente foi o que eu pensei no começo. Já tinha ficado outras vezes sozinho, mas quando você se vê longe daquilo que você se acosutmou a chamar de casa, de lar e sem o apoio da família, dos amigos, das pessoas que você ama, a solidão te assusta ainda mais. Com o tempo você se acostuma, mesmo eu que me vejo como um gauche, também me acostumei a ela, digo que até gostava da sua presença. Ainda sim achava triste.

Mas eis que surge uma nova viagem. Nessa viagem eu comecei a olhar a solidão e a percebe-la de uma maneira diferente; passei a aceitá-la como parte de mim. Lembro que em um determinado momento, em um museu, eu estava feliz por estar só. Não, não é sinal de depressão é que eu sou chato para algumas coisas. Tem obras, tem quadros, que eu quero parar e ficar em frente, apenas conversando com eles, tentando entender o diálogo com outras obras, com a sua época, seu gritos. Eu simplesmente não consigo fazer isso acompanhado, assim como não vejo graça em ir a uma série de lugares sozinho. A vida está recheada de momentos inspiradores, o que podemos fazer é nos permitir.

E a solidão? Bem como diz o poema da Tanya, “Se você estiver feliz consigo mesma, a solidão é abençoada e o silêncio é OK”. A solidão tem o seu lado renovador, se deixarmos ela nos ajudará a nos encontrar a ver o que há dentro da gente, nos permite recriar a nós mesmos, nos permite um auto-amor. Não defendo uma vida de solidão, mas os momentos sozinhos, hoje eu os crio, é quando eu me renovo, quando posso criar e me reiventar. Viagens são boas para isso e começo a perceber que esse é o meu caminho. Mas vou parar o post por aqui. Deixo vocês com esse lindo video. Valeu pela dica Bia.




aceitei a minha condição de ser sozinho,

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo o texto, Carreiro. Faço destas, minhas palavras. É ótimo quando aprendemos a conviver com essa nossa solidão. Acho sadio saber viver com a sua própria companhia. Se pararmos pra pensar, somos sempre lobos solitários, que volta e meia procuram sua matilha! Parabéns pela reflexão!

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