Assisti ao video How to be alone da Andrea Dorfman baseado em um poema de Tanya Davis. Foi inevitável para mim não pensar em viagens. É que foi viajando que percebi pela primeira vez a minha condição de solidão. Isso é triste e assustador, realmente foi o que eu pensei no começo. Já tinha ficado outras vezes sozinho, mas quando você se vê longe daquilo que você se acosutmou a chamar de casa, de lar e sem o apoio da família, dos amigos, das pessoas que você ama, a solidão te assusta ainda mais. Com o tempo você se acostuma, mesmo eu que me vejo como um gauche, também me acostumei a ela, digo que até gostava da sua presença. Ainda sim achava triste.
Mas eis que surge uma nova viagem. Nessa viagem eu comecei a olhar a solidão e a percebe-la de uma maneira diferente; passei a aceitá-la como parte de mim. Lembro que em um determinado momento, em um museu, eu estava feliz por estar só. Não, não é sinal de depressão é que eu sou chato para algumas coisas. Tem obras, tem quadros, que eu quero parar e ficar em frente, apenas conversando com eles, tentando entender o diálogo com outras obras, com a sua época, seu gritos. Eu simplesmente não consigo fazer isso acompanhado, assim como não vejo graça em ir a uma série de lugares sozinho. A vida está recheada de momentos inspiradores, o que podemos fazer é nos permitir.
E a solidão? Bem como diz o poema da Tanya, “Se você estiver feliz consigo mesma, a solidão é abençoada e o silêncio é OK”. A solidão tem o seu lado renovador, se deixarmos ela nos ajudará a nos encontrar a ver o que há dentro da gente, nos permite recriar a nós mesmos, nos permite um auto-amor. Não defendo uma vida de solidão, mas os momentos sozinhos, hoje eu os crio, é quando eu me renovo, quando posso criar e me reiventar. Viagens são boas para isso e começo a perceber que esse é o meu caminho. Mas vou parar o post por aqui. Deixo vocês com esse lindo video. Valeu pela dica Bia.
aceitei a minha condição de ser sozinho,

Um comentário:
Lindo o texto, Carreiro. Faço destas, minhas palavras. É ótimo quando aprendemos a conviver com essa nossa solidão. Acho sadio saber viver com a sua própria companhia. Se pararmos pra pensar, somos sempre lobos solitários, que volta e meia procuram sua matilha! Parabéns pela reflexão!
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