No sábado após a festa de Halloween, antes de dormir, naquele estado em que precisa-se dormir, mas quer prolongar a noite, iniciamos uma conversa sobre inspiração criar, especificamente para pintar, escrever e fotografar. Eu dizia que não tinha vontade de fotografar mais, que as vezes, quando pegava a câmera fotográfica na mão, tinha até um sentimento de repulsa. Sem explicação. Contraditoriamente, eu estava em paz com a escrita e cheio de ideias e com vontade de escrever. Até no gênero do poema tenho me aventurado, algo que eu havia esquecido por completo. Mas fui dormir com a sensação de que algo não estava certo.
No dia seguinte, fui olhar as publicações no blog. Percebi que a frequência com que tenho publicado não esta correspondente com o tamanho da inspiração que tenho vivenciado. Não vou dizer que tenho escrito com menos frequência do que a almejada por falta de inspiração. Após duas semanas trabalhando no Dublin Contemporary (exposição de arte contemporânea em Dublin), as ideias brotam uma atrás da outra. A frequência com que tenho assistidos a filmes no cinema também contribuem para que a safra de ideias seja boa.
Na semana passada por exemplo, enquanto espera para assistir um filme, fiz uma lista de ideias para futuros textos, naqueles vinte minutos surgiram mais de vinte diferentes ideias. O problema é que os textos não foram escritos.
A primeira desculpa que ocorre nesses casos é responsabilizar a falta de
tempo por não ter realizado uma tarefa desejada. Vou dizer que
também não é o caso. Embora estivesse realmente ocupado
durante umas nove horas, poderia ter sentado e escrito no período na
noite. Mas isso não aconteceu. E não vejo que seja falta de
tempo.
Fui dormir com a dúvida e comecei a semana com ela. Por que mesmo com a inspiração os textos não ganham vida no papel, da mesma maneira que amadurecem em minha mente? Por que os textos não nascem? Será que não estão maduros suficientes ou trata-se de uma questão psicológica, uma reação inconsciente?
Fui dormir com a dúvida e comecei a semana com ela. Por que mesmo com a inspiração os textos não ganham vida no papel, da mesma maneira que amadurecem em minha mente? Por que os textos não nascem? Será que não estão maduros suficientes ou trata-se de uma questão psicológica, uma reação inconsciente?
Penso que há relação entre inspiração e criação, mas há relação entre inspiração e produção? Então lembrei uma frase do Einstein, na qual ele dizia que a fórmula do sucesso 10% era inspiração e 90% transpiração. Talvez o que eu esteja sentindo falta seja daqueles 90% que o Einstein falava.
No meio dessa reflexão, ouço uma voz interna que diz "vai trabalhar vagabundo".


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