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domingo, 6 de novembro de 2011

Esse mundo mágico


Uma das coisas que sei sobre mim é que realmente gosto de ler. Não sou muito de seguir normas ou fazer exercícios estruturados, mas a leitura é algo que me atrai, me fascina, me encanta. Gosto mesmo é de esquecer do tempo no meio de aventuras ou conflitos existênciais dos heróis. Em terras de James Joyce, fica um pouco difícil achar obras em língua portuguesa. O lado positivo é que você se atreve a ler em inglês e isso deve ajudar em alguma coisa no seu contato com a língua.

Já comcei centenas de livros escritos em inglês, mas como demoro muito para ler, porque há estruturas e palavras desconhecidas, acabo deixando de lado o livro e começando outro. Há algumas semanas, resolvi ler textos mais simples, aqueles com Stage 1, stage 2, os quais possuem estruturas e vocabulário adequado ao seu nível de inglês.

O legal desses livros é que você consegue terminá-los rapidinho e sua confiança na leitura aumenta e você pode passar para o estágio seguinte até que consiga ler tranquilamente obras mais complexas. É o processo de aquisição de língua porque infelizmente não dá para sair lendo Bukowski, Dickens ou Connan Doyle de primeira.

E é isso que venho percebendo, desde que comecei a ler esses livros. Foi um reencontro com um amor antigo: a leitura. É como se eu tivesse aprendendo as letras, as frases, sentenças, metáforas, ironias enfim todo aquele conjunto da língua escrita novamente. E tenho tido boas surpresas. Uma delas é perceber, que mesmo com estruturas tão simples, as palavras conseguem fazer a gente ir tão longe. Bem, acho que é isso que faz da leitura um mundo mágico. Não é ?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma nova chance para Feira do Livro

Passei pela praça da Alfândega essa semana. Fiquei muito feliz em perceber que já esta quase tudo pronto para a 56a Feira do Livro de Porto Alegre. A Feira acontecerá de 29 de outubro a 15 de novembro, diariamente das 9h30min (área infantil) e 12h30min (área adulta) até as 21h. Vendo os preparativos fui tocado por um sentimento não previsto. 

Senti uma saudade e uma vontade de estar entre os livros, passeando no meio da feira. Não sei porque essa nostalgia repentina com a Feira, pois há anos que não tenho mais encanto infantil que tinha das primeiras vezes que a visitara. 

Lembro que no começo, eu esperava ansiosamente para que chegasse outubro e eu pudesse viajar pelas bancas  de saldos a procura de livros interessantes. Já era adulto, mas sentia-me um menino. Na verdade eu era um explorador em busca do tesouro escondido ou dos tesouros escondidos. Voltava para casa com a mochila cheia. O peso nem me importava, só a vontade de descobri-los um a um. 

Pode parecer bobo, uma bobagem para alguns, mas vou dar uma nova chance para a Feira do Livro. Decidi que nesse ano entrarei com o coração aberto na feira. Buscarei um livro, aquele com o qual eu sempre eu sonhei, talvez um livro raro, talvez o livro de kells. Não importa muito, só quero neste matar uma nostalgia que venho tendo da feira. Vou me permitir trilhar por entrei as bancas, rever os amigos, cultivar a cultura, jogar conversa fora e descobrir em meio a um Machado ou um Guimarães, aquele livro esquecido daquele autor que nunca é lembrado, mas que alegra tanto leitores curiosos.

Te vejo na feira. 

Abraços,
Carlos Carreiro



domingo, 4 de julho de 2010

A descoberta do Mundo

Escrevi recentemente que é engraçado como as coisas acontecem. Ainda não postei aqui esse texto, mas deveria. É que novamente as coisas acontecem quase que por acaso, ou seria mesmo por acaso.

Hoje fui visitar uma amiga e deparei-me com um livro que desejei. A vontade foi tamanha que a ousadia venceu a minha timidez  e trouxe o livro para casa.

Não deveria te-lo feito. Tenho que finalizar um trabalho de conclusão e sei que este livro me trará problemas. Quero le-lo por completo, mais do que isso acho que quero vivencia-lo por um tempo.

Trata-se da coletânea de crônicas da Clarice Lispector,  A Descoberta do Mundo.  Quano o peguei, abri em um página que falava do escrever, não consegui ler na hora. Não quis ser rude na casa dos outros.

Já em casa, deliciei-me com esta crônica  e com mais outra, e outra e o mundo voi se abrindo para mim. Algumas frases pareciam ser feitas para mim outras, descrevendo-me. É estranho como podemos achar afinidades com os mortos né? É o poder da literatura, das artes.

Bem, deixe estar… devo voltar ao livro, mas de tempo em tempo quero dividir um pouco as coisas com vocês. É que preciso compartilhar tantas ideias, tantas reflexoes.

Carlos Carreiro

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Capchta: ajuda a digitalizar os livros

Muito Show. Trata-se de um artigo no The New York Times que aborda algumas inovaçõe envolvendo captchas. Captchas são aquelas imagens com números e letras que os sites pedem para a agente digitar.

O artigo aborda questões envolvendo imagens temáticas para sites. Citam o caso da Disney, onde imagens dos personagens eram mostrados para que o usuário identificasse, dificultantdo desssa maneira o trabalho de spam de pessoas mal intencionadas. Mas o que me chamou a atenção mesmo, foi saber como eles estão utilizando a percepção humana juntamente com os Captchas para digitalizar uma série de documentos.

É o caso do recaptcha.net. Nesse projeto eles identificam algumas imagens que as máquinas não conseguiram decodificar e as transformam em captchas. Os sites parceiros utilizam essas imagens e pessoas decodificam a informação. Segundo os pesquisadores, somente os seres humanos tem a interpretação necessária para ler essas imagens. Von Ahn, criador do site, diz que "Estamos digitalizando cerca de 25 milhões de palavras por dia fazendo as pessoas digitaram captchas".

Isso é um exemplo do podemos construir e desenvolver juntos para o bem de todos. Ah muitos que acreditam que estamos em um época catastrófica, mas se olharmos para as mudanças digitais, para as mundanças de nossa cultura, facilmente identificaremos muitas ações que nos surpreendem positivamente.

Quem quiser saber mais poder ler o aritgo Novos 'quebra-cabeças' distinguem humanos de máquinas na web, em português.

Carlos Carreiro

domingo, 23 de abril de 2006

Uma ética para o novo milênio

Recentimente li o livro Uma ética para o novo milênio, do senhor Dalai-lama. Ao contrário do que imaginava, a obra nao propaga o budismo como a única verdade absoluta. Os pontos mais interessantes do livro são justamente aqueles em que o autor se expõem com um sentimento de humanidade.

Logo no inicio, o autor propõem uma diferença entre moral e ética. A primeira sendo subjetiva, própria de cada ser humano; a segunda, como algo comum a todos. A diferenciação muito propícia, se o livro não se apresentasse como um produto da industria cultural do ocidente. Digo isso porque para falarmos em uma ética universal teríamos que falar, também, em uma cultura universal o que só poderia ser possível sobrepondo uma cultura a outra. No entanto, o livro não aborda um estudo entre ética e moral, apenas registra a opinião do autor, Dalai-Lama, sobre tais assuntos. Ao longo da obra, percebe-se que o objetivo é conversar com o leitor e não convencê-lo sobre este ou aquele assunto. É nesta simplicidade de opiniões que o autor consegue nos envolver e convidar para uma reflexão sobre problemas que atingem a todos nós seres humanos.

Há temas polêmicos, como a questão do meio ambiente e o capitalismo; a riqueza de pouco e a pobreza de muitos; o porte de armas, entre outros. Em muitos casos, nosso interlocutor propõem soluções que racionalmente estariam fora de alcance para a realidade mundial, mesmo assim, ele as faz e nos contamina com um sentimento de esperança em que é possível viver e construir um mundo melhor.

Neste livro, Dalai-Lama propaga a compaixão presente em muitas religiões quase sem usar argumentos religiosos, embora use e abuse do conceito universal de humanidade.

Carlos Carreiro